Terça-feira, Novembro 17, 2009

Leveza

O sol, o calor e o verão sempre me dão mais ânimo. É bom sair no quintal de casa e ver o céu com um azul vivo e brilhante, apesar do suor escorrendo na testa às 7h da manhã. Também é ótimo disputar mesa de bar na calçada ao final do expediente. Bem melhor do que procurar boteco fechado quando está frio. Bom também é sair de sandália, vestido, roupinhas leves, fazer planos de praias ou cachoeiras...

Essa época me faz lembrar um jingle do Mc Donalds que passava já no final das aulas, dizendo algo como "dormir até acordar / almoço na hora do jantar" e terminava com "é verão" - tentei, mas não achei o dito cujo no youtube. Me lembro com uma saudade boa daqueles bons tempos em que era possível fazer tudo isso. Escorre uma lágrima.

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O meu ânimo com o verão só é quebrado com os preparativos de Natal. Neste ano, vou passar por um grande teste: trabalhar na Paulista em plena época natalina. Com muitos prédios sendo enfeitados, com shows de muitos corais, com uma horda de visitantes esperando escurecer para ver as luzes coloridas. Pensando bem, é melhor pensar em uma mesa de bar na calçada durante este período. Ela pode ser o consultório para tratar o bode que eu tenho destes dias de Papai Noel e renas.

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O calorão desses dias incentiva até os regimes. E as idas à academia da qual eu já devo estar virando sócia, por pagar sem comparecer devidamente. Se pelo menos o dinheiro estivesse sobrando...



Domingo, Outubro 25, 2009

Há 10 anos

Devo ter ouvido essa música pela primeira vez há quase três anos, no táxi, quando ia para a agência onde trabalhava. Era mais um dia angustiante, como eram muitos os vividos naquele espaço (onde também conheci bons amigos, é importante que se diga). Me lembro de ter parado o olhar no nada e lembrar em como eu era há 10 anos, exatamente na ordem que os versos recomendavam.

A música é "A Lista" de Oswaldo Montenegro, a quem eu respeito em um meio-termo. Não sou fã e nem tenho repulsa. Não suporto ouvir "Lua e Flor", mas acho "Bandolins" uma coisa linda. Talvez esse equilíbrio tenha ajudado na reflexão.

Outro dia, essa música surgiu numa conversa de bar. E acho que essa letra deva motivar outras conversas entre turmas feitas há mais ou há menos de 10 anos. Até porque o passado sempre revela bons causos.

Volta e meia essa música aparece na minha cabeça: quando eu acho que não reconheço mais quem antes convivia comigo ou quando eu consigo ter assunto fácil com quem não vejo há pelo menos seis meses. Os trechos também surgem quando eu me vejo falando o que antes condenava. E dói muito pensar no trecho que questiona "quantos defeitos sanados com o tempo eram o melhor que havia em você".

Fato é que minha vida mudou muito de 10 anos pra cá. E vai continuar mudando, espero que para o bem, com um bonito horizonte à frente, por mais brega que seja essa metáfora.

Quem quiser refletir junto com o Oswaldo Montenegro, aí vai o link da música. Quem também quiser reforçar aquela piada batida de que "tudo na vida tem um lado bom, menos o disco do Oswaldo Montenegro", também fique à vontade. De toda maneira, tente dar um update na piada, pq até CD já virou coisa antiga!




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Estou boiando totalmente nesse campeonato brasileiro. E aviso: pretendo continuar assim.


Segunda-feira, Outubro 12, 2009

A pedra mais alta

Toda vez que escrevo um post mais melancólico, como o último, volto no blog, releio e penso: "meu Deus, como eu estava dramática. Quanto exagero".
Foi essa a minha reação de hoje. Ainda bem. Sinal que o desabafo serviu pra exorcisar aquela coisa ruim do peito. Acho.

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Hoje foi um dia ensolarado no meio de um feriado que está sendo calmo. Eu bem que precisei destas horas a mais de sono.

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De bobeira na net, lembrei de quando comecei a gostar do Teatro Mágico. Até foi assunto aqui, em algum momento, há alguns anos. O grupo não era assim tão conhecido, os shows tinham pessoas da minha faixa etária (que era de 24 ou 25) e ainda me despertava aquele encanto da novidade: aquele bando de gente num mesmo palco, trapezistas, moça fazendo acrobacia no tecido e todo mundo cantando junto as letras que depois eu aprendi.

Só que, nos shows seguintes, eles se tornaram cada vez mais conhecidos e eu fui me sentindo cada vez mais velha na plateia. Tipo aquele desenho do Popeye quando resolve ir à escola. Ele regride todas as séries (da 8a ao maternal) no mesmo dia e depois conta pra Olívia, orgulhoso, que já completou todas as etapas de ensino! (essa era a mesma sensação que eu tinha no curso de inglês).

Percebi que estava até tendo reações de velha intolerante. Me irritava com as menininhas cantando muito alto e sem qualquer preocupação com a afinação, com o endeusamento ao Fernando Anitelli e com o empurra-empurra da plateia. E desisti. Fiquei contente ao saber que eles já tinham aparecido em programas de TV, capas de jornal, de guias de show... Mas eles já não precisavam mais de mim.

Lembrei de outra coisa pra qual eu já não tinha mais paciência: os discursos infindáveis em prol de alguma causa muito justa sim. Mas, ai, eu já não tenho mais paciência pra discursos em palco... Era quando dava vontade de gritar TOCA RAUL e sair para um bar, debater a essência de qualquer outra coisa que não ocupasse tanto meu cérebro.

Falando assim, até parece que peguei birra do grupo. Não foi o caso. Foi desistência mesmo. E, não sei porquê, veio hoje um trecho de uma música na cabeça. Uma das frases que mais duraram no meu msn: "quero teu sonho visível da pedra mais alta". Ela detonou muitas buscas pelo youtube. E vai um vídeo aqui, talvez porque eu ainda goste da letra, ou então porque ela me lembre praia, mais exatamente o Pouso da Cajaíba, em Paraty, lugar no qual eu não levei máquina mas guardei alguma das mais belas imagens de viagens já feitas - elas só perdem para a Chapada Diamantina, o lugar mais especial que conheci.

Ainda sem saber a razão, quis postar um vídeo no qual os gritos da galera não interferem tanto na música, apesar da imagem tremida.




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Pensando bem, eu também quero meu sonho visível da pedra mais alta.



Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Lupa

Eu não suporto aqueles dias em que a tristeza vem, se instala e se recusa a sair do recinto, ainda que vc insista e até disfarce. E não adianta procurar explicação - vai que você encontra, já disse uma amiga. Enquanto você luta com a mente para desistir de querer saber a razão da tristeza, é possível culpar o dia nublado, a condução lotada ou até um pressentimento. "O que será que vai acontecer, meu Deus?".

Acaba o dia e não acontece nada. "Ainda bem", você pensa por algum momento. "Mas como ainda bem? Então ainda vai acontecer!". Aí, qualquer coisinha ruim acontece e você encontra nela a razão do mau presságio da manhã.

O pior desses dias é a chegada daquela maldita lupa em nossos defeitos. Encerro o dia de hoje, por exemplo, com uma culpa terrível por não conseguir poupar. Por trabalhar como uma formiga e ter tanto estoque quanto uma cigarra. Aliás, sempre tive bode dessa fábula. Porque sempre conheci formigas que trabalharam para as cigarras ao longo da vida.

E aí, em vez de procurar as soluções, a lupa vai para as lamúrias. "Mas eu pago contas que não são minhas". "Mas eu preciso também aproveitar a vida". "É, eu não nasci pra guardar nada. Só pra trabalhar". E as lamúrias mudam conforme o dia em que a tristeza chega. Hoje, foi a conta bancária. Já aconteceu de ser a vida amorosa ("pelo jeito, vou ficar sozinha a vida toda"), trabalhística ("sempre vou ser peoa"), familiar ("ninguém me leva a sério nessa casa") e "corporal" ("ah, esses quilos que não me largam").

A lupa das lamúrias acaba sumindo no dia seguinte, quando a gente resolve partir pra vida prática. Aliás, a dona Vida Prática é uma salvação. Quer pegar ônibus vazio? Acorde mais cedo. Quer ter mais dinheiro guardado? Não invente uma bebedeira seguida de uma balada ruim + táxi pra voltar pra periferia. Com decisões práticas, não dá tempo de ter lamúrias.
Vida Prática, por favor, venha me dar bom dia amanhã cedo.

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Comentário com atraso: eu gostei do Rio 2016, apesar de me sentir um ET em meio a uma torcida por Chicago ou Madrid (não, eu não estava fora do Brasil. Estava apenas em uma agência de comunicação. O que pode ser um sinônimo para "fora do planeta".). E eu sempre sonhei em trabalhar numa Olimpíada.

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O cavalo branco dessa história era, na realidade, um trem de metrô. O príncipe vestia um jaleco e a princesa procurava seu amor nas escadarias. Incrível essa história do amor bandido que provocou o sumiço de uma mulher por cinco dias. Mais incrível ainda foi ela ter acreditado em tanta lorota. Ah, coração vagabundo...



Sábado, Setembro 19, 2009

Fim de semana de molho

Tentei fazer esse post umas duas vezes na última semana. Ia com o texto até o meio e... desistia. Ou pq alguém me chamava na cozinha, no msn, ou pq o youtube ou twitter tinham mtas novidades. Ou então pq a vida estava mais movimentada e, consequentemente, mais interessante.

E sempre que eu acho q vou fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora, o corpo diz um CHEGA assim, em capslock e com o jeitinho dele. Só isso pode explicar esse resfriado fiducão duzinferno. Justo num sabadão em que eu poderia ir no Pq da Água Branca, no Sesc Pinheiros e na balada. TV por assinatura, me salve do Zorra Total.

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Quase eu deixava mais um post pela metade. Distraída com o Uol, o msn, o programinha de baixar músicas... Esses antigripais são piores q certas drogas. Quer dizer, eu acho.

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Eu vi Beirut. Foi curto, mas foi um show tão bonito... Estava em pânico achando que o Zach Condon estaria completamente bêbado, com caipirinha na cuca igual em Salvador. Mas o menino deve ter sentido os efeitos posteriores da cachaça brasileira.

Ainda mais menino que o Zach com seus 23 anos era a metade daquele Via Funchal, que não devia passar dos 20. Uma meninada com cara de quem cabulou a faculdade ou falsificou RG. Nas mesinhas (!), dois amigos e uma amiga preenchiam esses requisitos. Eram bem simpáticos e atenciosos. Por isso, eu me peguei uma hora tentando explicar o que era Living Colour. Depois que fechei a boca - "é pop dos anos 90, é muito bom!" - eu percebi que pareci uma tia. E q, por bem pouco, eu nao tinha o dobro da idade deles. (De cada um deles, é bom deixar claro).

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Longe da bucólica V. Anastácio há uma semana, acho o máximo poder resolver minha vida na hora do almoço, sem precisar fazer de uma visita ao banco um evento que só pudesse acontecer em dias relativamente tranquilos. Mas confesso que estou bem perdida. Principalmente com a hora certa de sair de casa. A Paulista não fica a apenas 20 minutos de Pirituba.

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Um pouco de Beirut visto em 11-09, no Via Funchal.



Segunda-feira, Agosto 31, 2009

Blog Day

Fui convidada a participar do Blog Day com uma indicação muito honrosa do blog Pensamentos de uma Batata Transgênica. Mesmo estando no final do dia, o que importa é que todo 31 de agosto seja dedicado à indicação de novos blogs voltados a cultura, pontos de vista ou atitudes diferentes de seu próprio blog. A intenção é falar pra todo mundo tudo aquilo de legal que temos visto por aí.


As instruções:


1- Liste cinco novos blogs que você ache interessantes

2- Escreva uma breve descrição e adicione o link

3- Notifique por email os cinco endereços recomendados

4- Publique no BlogDay (ou seja, em 31 de agosto) esse post.

5- Junte a tag do BlogDay usando o link http://technorati.com/tag/blogday2009 um link para o site do BlogDay: http://www.blogday.org/. (Quero deixar claro que não entendi o que esse parágrafo quis dizer. Mas vai q alguém entenda);

Então, aí vão meus indicados:

1. Pensamentos de uma Batata Transgênica: Minha leitura de sempre, desde que o endereço foi descoberto em Maio,26, o blog em repouso da Sweet. Confesso que eu pulo os textos sobre Harry Potter. Mas leio todo o resto, em especial as opiniões sobre Paraíso...

2. Os indicados: Pense nas categorias nunca premiadas dos melhores ou piores filmes que você já assistiu. Daisy pensou e colocou em blog alimentado de maneira contínua, que mostra toda a sua ampla cultura geral. Veja bem, eu disse geral, e não inútil.

3. Blog das 30 pessoas: Antes de conhecer este endereço, eu achava que 30 pessoas só estariam juntas para uma festa ou para reunião de empresa. A cada dia, um conto é escrito com os mais diferentes temas. Não perca também as descrições dos 30 autores.

4. Drops da Fal: Descobri por causa de Anoca, e volto sempre, sempre, pra ler um texto que parece falar com quem está na frente da tela. Assim, como quem conversa com a balconista da mercearia em um dia leve e bem-humorado. Apesar do aviso de que o endereço ficará sem atualização por alguns dias, visite e viaje nos arquivos anteriores.

5. Una vida perra: Tem textos reflexivos e hilários (isso quando os posts não reúnem as duas características). Parecem histórias contadas em mesas de bar, com causos divertidos, sinistros e aquelas confissões aflitas que a gente precisa fazer e pronto. Gastón atualiza vezenquandamente, mas a espera vale.



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A indicação para participar da brincadeira veio de Lu Naomi, do Batata Transgênica. Lu, vc colaborou para uma atualização menos esparsa deste endereço!



Domingo, Agosto 30, 2009

Belchior e as lembranças ressurgidas

Acharam o Belchior, hein?

As notícias sobre o sumiço do compositor latinoamericano sem dinheiro no bolso me levaram ao Youtube e me fizeram parar em um dueto com Zé Ramalho no Grande Encontro 3 - um dos cds que mais ouvi entre os anos de 2000 e 2001. Na participação especial, Belchior canta "Garoto de Aluguel" em ritmo de tango, que até chega a ser engraçado. Principalmente se for entoado por vozes levemente bêbadas.

Esse vídeo me levou a outras músicas que embalaram as madrugadas daqueles tempos em que eu trabalhava em dois empregos, estudava à noite e ainda aproveitava as madrugadas para fazer as tarefas da faculdade. Conversando no ICQ, que era muito mais simpático que o msn.

Também lembrei que Zé Ramalho era onipresente em uma turma que hoje se encontra bem menos do que gostaria. Mas, quando isso acontece, parece que voltamos aos corredores da Cásper.

É uma saudade boa, essa. De quando os shows do Cordel não eram assim tão disputados, quando os shows no Sesc sempre eram bons (pelo menos pra nós), e quando nos divertíamos com muito pouco. Acho que a saudade é boa porque ainda fazemos festa quando os encontros acontecem. E sem precisar de muita razão ou motivo.

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Será que o PV já tem algum selo do tipo "Vote Marina"? Se tiver, eu coloco no blog.

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Aí vai uma das músicas que eu mais ouvi no Grande Encontro 3.








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